## Teaser Falado (Versão Final) + Conceito Cinematográfico
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# ROTEIRO TEASER — "O QUE SOBRA DE NÓS"
**Formato:** Leo falando para câmera, primeira pessoa
**Duração:** ~2 minutos
**Tom:** Provocativo, vulnerável, decidido
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**[HOOK — 0 a 5 segundos]**
O que no torna insubstituíveis?
**[DESENVOLVIMENTO — 5 a 30 segundos]**
São as nossas ideias? A nossa execução? A nossa técnica? O nosso gosto?
Mas será que isso não pode ser emulado por uma IA? E se for possível, então o que sobra pra nós?
São muitas perguntas difíceis, e que em muito momentos, sejamos francos, estamos com medo de saber as reais respostas.
Pois nosso maior medo não é perder um emprego, é perder a nossa identidade, o nosso propósito. Ao menos eu me pego pensando nisso direto.
**[A VIRADA — 30 a 75 segundos]**
Então resolvi para de sofrer, vou parar de especular e descobrir a verdade.
Vou fazer isso da única maneira que sei, que é trabalhando e criando um projeto de conteúdo por aqui, uma missão, pra testar tudo isso de verdade.
E o nome veio de uma história que mudou minha forma de pensar sobre tudo isso.
Em 2016, a equipe do Google DeepMind, desafiou o maior jogador de Go do mundo - o Lee Sedol, para uma melhor de 5 partidas contra uma IA que eles desenvolveram.
E se você nunca assistiu, vale demais o documentário que mostra tudo isso.
Na terceira partida, no movimento 37, a IA fez uma jogada extremamente simples e elegante, mas praticamente impossível para um ser humano. Foi unanime que a IA conseguiu pela primeira vez ter um ato genuinamente criativo, algo que fugia dos padrões lógicos que foi programada. Foi um momento histórico para a evolução tecnológica.
Mas o que quase ninguém lembra é o que aconteceu depois. Na quarta partida, depois de ter perdido as ultimas 3 para a máquina, Lee fez algo também impensável. No movimento 78, ele jogou de uma forma tão sublime e sofisticada, que ficou conhecida como "toque de Deus", uma das melhores jogadas da vida dele, e que o próprio Lee admitiu, que não teria sido possível se a maquina não o tivesse estimulado e desafiado o suficiente para aquilo.
O grande aprendizado, foi que o aparentava ser um embate entre homem e máquina foi, na verdade, a maior expressão já vista da colaboração entre os dois.
A máquina, forçada pela resiliência do intelecto humano, respondeu com a inusitada e fascinante jogada 37, demonstrando que o AlphaGO poderia sim ser criativo. Do outro lado, o homem, pressionado ao seu limite, executou o irretocável movimento 78.
Será que se Lee Sedol não tivesse jogado os três primeiros jogos contra o AlphaGo, ele teria encontrado o “Toque de Deus”?
E é por isso que o projeto se chama M78.
Porque eu não quero saber só o que a máquina pode fazer. Mas quero descobrir o que ela desperta em nós. Até onde podemos evoluir junto com ela? Quem somos nós de verdade?
Qual é o nosso Toque de Deus?
Nos próximos 3 meses, eu vou construir a minha primeira dupla criativa não-humana. Um agente de IA que vai trabalhar comigo atendendo clientes reais, com jobs reais, com prazos reais.
**[O CONVITE — 75 a 105 segundos]**
Mas eu não vou fazer isso sozinho. Esse é um projeto aberto. Tudo que eu construir — os prompts, os workflows, os resultados, as falhas — vai ser público. Porque se a disrupção é inevitável, que ela seja liderada por nós. Não pela big tech. Não por quem não vive de criar. Por nós.
Toda semana eu vou documentar o que avançou, onde a IA surpreendeu, onde ela falhou, e o que isso significa pra quem vive de criar.
Se você é designer, social media, redator, editor, diretor de arte — essa jornada é nossa.
**[FECHAMENTO — 105 a ~115 segundos]**
Eu tenho 20 anos de carreira e 3 meses pra entender o que sobra dela.
M78. Começa dia 26 de fevereiro.
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# CONCEITO CINEMATOGRÁFICO — "A MENSAGEM"
**Premissa:** Leo está trabalhando no computador normalmente. Uma notificação chega. O remetente é ele mesmo. Uma mensagem do futuro. Um arquivo executável. Quando ele abre, descobre que o agente que vai construir é, na verdade, uma versão dele.
**Duração:** 15 a 20 segundos
**Estética:** Sci-fi intimista. Câmera sempre próxima — telas, mãos, olhos. Paleta escura com verde neon aparecendo progressivamente, como uma contaminação digital invadindo o real.
**Referências:** "Follow the white rabbit" em Matrix. A interface de Joi em Blade Runner 2049. Os terminais de Ghost in the Shell: SAC. Contenção emocional de Villeneuve — o fantástico acontece em silêncio.
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|Segundo|Visual|Áudio|Detalhe técnico|
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|**0–3**|**CLOSE nas mãos de Leo trabalhando.** Tela do computador desfocada ao fundo, mostrando um software de design (Figma, Photoshop, algo reconhecível). Trabalho normal, rotina. Iluminação quente, natural — luz de mesa, ambiente real. Nada de ficção científica ainda. O mundo é analógico.|Som ambiente realista: teclado, mouse, ventilador do computador. Pode ter música ambiente mínima. Nenhum elemento artificial.|Plano fechado para criar intimidade. Tela desfocada intencionalmente — o foco é nas mãos, no gesto humano de criar.|
|**3–5**|**Uma notificação aparece no canto da tela.** O foco puxa para o monitor. Janela de mensagem. Remetente: **"Leo Becker"**. Corpo da mensagem: **"O que te torna insubstituível? Chegou a hora de descobrir."** Abaixo, um anexo: **m78.exe**. As mãos param.|**O som da notificação é ligeiramente _errado_.** Tom mais grave, mais longo que o padrão. Como se o computador estranhasse. A música ambiente para.|A notificação deve parecer real — sistema operacional reconhecível. O remetente "Leo Becker" cria o primeiro estranhamento. O .exe em um Mac seria um segundo.|
|**5–7**|**CLOSE no rosto de Leo refletido na tela.** Ele lê a mensagem. Expressão: não é medo, não é surpresa. É reconhecimento. Como quem lê algo que sabia que viria. Pausa. O cursor se move até o arquivo.|Silêncio. Apenas a respiração. Som sutil de hover sobre o arquivo.|O reflexo de Leo na tela planta visualmente a ideia do "espelho" que se concretiza no final.|
|**7–9**|**Duplo clique.** A tela inteira muda. Desktop desaparece. **TELA PRETA.** Cursor verde pisca no canto superior esquerdo. Transição instantânea — o computador foi tomado. A luz no rosto de Leo muda: quente dá lugar ao verde neon do terminal. O mundo real foi substituído.|**Duplo clique seco.** Silêncio (0.5s). Som de sistema inicializando — boot de BIOS, máquinas acordando. Hum eletrônico grave começa a crescer.|A mudança de luz é o momento em que o filme entra no universo M78. LED verde prático que liga no clique, ou correção de cor na pós.|
|**9–12**|**O terminal roda.** Linhas aparecem uma a uma, com timing de digitação real:|Som mecânico e ritmado. Entre linhas, micro-pausas de processamento. Hum grave crescendo.|Timing diferente por linha. "20 years of human craft" tem pausa antes — o sistema reconhece o peso da informação.|
||`$ m78 --init creative-agent --model leobecker/lbk40`|||
||`> loading weights... 78B parameters mapped`|||
||`> training data: 20 years of human craft`|||
||`> status: move 78 detected — god's touch`|||
||Leo assiste. Luz verde banha o rosto dele. Ele não toca no teclado. A máquina roda sozinha.|||
|**12–15**|**O terminal termina.** Uma janela se abre — moldura retro, botão X. Onde deveria estar o smiley pixelado, os pixels se reorganizam. Lentamente, como um mosaico ganhando forma. **É o rosto de Leo.** Não fotorrealista — uma interpretação em pixels. Uma versão digital dele. Ele se reconhece. Leve espanto, depois um meio-sorriso.|Hum grave atinge platô. Quando o rosto se forma: som cristalino e breve, um "ping" de reconhecimento. Não ameaçador. Familiar.|O rosto pixelado não deve ser perfeito. Uma _interpretação_ — retrato feito por alguém que te conhece mas te desenha de memória. Essa imperfeição é o filme inteiro.|
|**15–17**|**Abaixo do rosto pixelado:** logotipo **M78 PROJECT** na tipografia da identidade visual. E um botão terminal: **`[ iniciar descoberta ]`**. Cursor pisca dentro do botão. Leo olha para a tela. Olha para as suas mãos. Olha de volta — para a versão dele.|**VOZ OFF (Leo, grave e decidido):** _"O que te torna insubstituível?"_ — pausa de 1 segundo.|Olhar para as próprias mãos: são as que criaram por 20 anos. São as que agora vão clicar para iniciar algo que pode redefinir tudo.|
|**17–19**|**Cursor até o botão.** Clique. A tela pisca — breve, como um flash. **CORTE PARA PRETO.**|Clique seco. Flash acompanhado de pulso sonoro grave — heartbeat digital. Silêncio total.|O flash é o único momento de intensidade visual. Todo o resto é contido.|
|**19–20**|**Tela preta. Texto aparece.** Terminal. Verde neon.|Silêncio. Cursor piscando.||
||`dia 19 — a descoberta começa.`|||
||Cursor pisca. **FIM.**|||
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### Arco narrativo em uma frase
Um homem recebe uma mensagem de si mesmo, abre um programa que não deveria existir, e descobre que a máquina que ele vai construir tem o seu rosto.
### Camadas de leitura
**Camada 1 — Superficial (qualquer pessoa entende):**
Um cara recebe um arquivo misterioso, abre, e aparece um projeto com a cara dele. Intrigante. Dia 19.
**Camada 2 — O público criativo (quem trabalha com isso):**
A mensagem "o que te torna insubstituível?" é a pergunta que já está na cabeça deles. O remetente ser ele mesmo é a metáfora: a IA não veio de fora — veio dos nossos dados, do nosso trabalho, dos nossos padrões. É uma versão de nós. E o nome M78 diz que a resposta não está na máquina — está no que ela provoca no humano.
**Camada 3 — Metalinguagem (quem vai assistir várias vezes):**
A mensagem vem "do futuro" — o Leo do futuro já construiu o agente e está enviando o arquivo de volta. Isso implica que o projeto funciona. O Leo que recebe a mensagem ainda não sabe disso. A audiência sabe. Essa assimetria cria tensão para toda a série. E a última linha do terminal — `move 78 detected — god's touch` — é a tese inteira comprimida em quatro palavras: o toque de Deus não é da máquina. É do humano que ela provoca.
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### Notas de produção
**O que precisa ser filmado:**
- Leo trabalhando no computador (plano fechado nas mãos, rosto, tela)
- Reação ao ler a mensagem
- Reação ao ver o rosto pixelado
- O gesto de olhar para as próprias mãos
- O clique final
**O que precisa ser pós-produzido:**
- Notificação na tela (composição sobre tela real ou capturada)
- Terminal rodando (gravação de tela com texto pré-programado)
- Rosto pixelado se formando na janela (animação 2D, pixel art)
- Botão "iniciar descoberta" e o clique
- Transição de luz quente para verde neon
- Flash no clique final
**O que NÃO precisa:**
- CGI complexo
- Mais de um ambiente
- Mais de um ator
- Trilha sonora elaborada (funciona com silêncio e sound design)
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Durante as 24 semanas, vou documentar o meu avanço diário através dos meus stories, reels
Tudo que eu construir — os prompts, os workflows, os resultados, as falhas — vai ser público. Porque se a disrupção é inevitável, que ela seja liderada por nós. Não pela big tech. Não por quem não vive de criar. Por nós.
Toda semana eu vou documentar o que avançou, onde a IA surpreendeu, onde ela falhou, e o que isso significa pra quem vive de criar.
Se você é designer, social media, redator, editor, diretor de arte — essa jornada é nossa.
**Como funciona:**
• 24 semanas construindo um agente criativo de IA em público
• Todo aberto: prompts, workflows, falhas e resultados
• Vídeo toda quinta no YouTube com o avanço da semana
• Documentação diária no Instagram
• Log geral do projeto em m78.leobecker.com
• Clientes reais, briefings reais, entregas reais
• Podcast semanal no Fala Colega com overview de IA + indústria criativa
• Comunidade ativa pra construir junto
• Free. Sem pegadinha.